REFLEXÃO DA LITURGIA
18 de Fevereiro
REFLEXÃO DO DIA - 18 de Fevereiro
A esmola em segredo
Evangelho - Mateus 6,1-6.16-18
Quaresma, do latim quadragésima, nome dado ao primeiro domingo da Quaresma,
por ser o quadragésimo dia antes de Sexta-feira Santa
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, o profeta Joel transmite o apelo de Deus: “Convertei-vos a mim de todo o coração, com jejum, lágrimas e lamentos. Rasgai o vosso coração e não as vossas vestes” (Jl 2,12-13). O Senhor não deseja gestos externos vazios, mas uma conversão sincera e interior. Ele se revela como misericordioso, compassivo e pronto a perdoar, convidando o povo a voltar para Ele.
Este chamado à conversão é profundamente atual. Muitas vezes nos preocupamos em manter aparências religiosas, mas Deus olha para o coração. O jejum, a oração e a penitência só têm sentido se forem expressão de um coração que deseja se reconciliar com o Senhor. O texto também mostra que a conversão não é apenas individual, mas comunitária: todo o povo é convocado a se reunir, a clamar e a buscar a misericórdia de Deus.
Em resumo: o Senhor nos chama a uma conversão verdadeira e interior, pois Ele é misericordioso e deseja restaurar nossa vida e nossa comunidade. É um convite a viver a Quaresma e cada tempo de provação como oportunidade de voltar ao coração de Deus.
No salmo responsorial temos, « Dai-me de novo a alegria de ser salvo / e confirmai-me com espírito generoso! / Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, / e minha boca anunciará vosso louvor! »
Na segunda leitura, São Paulo nos apresenta como embaixadores de Cristo, chamados a anunciar a reconciliação com Deus. Ele recorda que Jesus, sem conhecer o pecado, assumiu sobre si nossa condição para que, nele, nos tornássemos justiça de Deus. O apóstolo insiste que não devemos receber a graça em vão, pois “agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2Cor 6,2).
Esta leitura é profundamente ligada ao tempo da Quaresma: é um convite urgente à conversão e à reconciliação. Paulo nos lembra que a salvação não é algo distante ou futuro, mas realidade presente que exige resposta imediata. Deus nos oferece sua graça hoje, e cabe a nós acolhê-la com fé e mudança de vida.
Em resumo: somos chamados a viver como reconciliados em Cristo, aproveitando o tempo presente como oportunidade de salvação e testemunho da misericórdia de Deus.
No Evangelho, Jesus ensina sobre três práticas fundamentais da vida cristã: esmola, oração e jejum. Ele adverte que não devem ser feitas para aparecer diante dos homens, mas em segredo, diante do Pai que vê o coração. O Senhor mostra que o valor dessas práticas não está na exterioridade, mas na sinceridade e na intimidade com Deus.
Muitas vezes buscamos reconhecimento humano em nossas ações religiosas, mas Jesus nos chama à autenticidade. A esmola deve ser gesto de amor, a oração deve ser encontro pessoal com o Pai, e o jejum deve ser expressão de humildade e conversão. Quando vividas com sinceridade, essas práticas nos aproximam de Deus e nos ajudam a crescer na fé.
Em resumo: o verdadeiro discípulo vive sua fé com humildade e interioridade, buscando agradar a Deus e não aos homens. Assim, a esmola, a oração e o jejum tornam-se caminhos de comunhão com o Senhor e de transformação do coração.
Na certeza de que buscamos a comunhão com Jesus, nossa Quarta-feira será repleta de paz interior, fortalecida pela oração e marcada pela alegria de viver cada momento na presença amorosa do Senhor, que nos guia e sustenta em nosso caminho.
