REFLEXÃO DA LITURGIA
14 de Abril
REFLEXÃO DO DIA - 14 de Abril
Encontro com Nicodemos (II)
Evangelho - João 3,7-15
Na liturgia de hoje, na primeira leitura, vemos a comunidade cristã vivendo em profunda unidade: todos tinham um só coração e uma só alma, e ninguém considerava como próprio aquilo que possuía, mas tudo era colocado em comum. Os apóstolos davam testemunho da Ressurreição com grande força, e ninguém passava necessidade, pois os bens eram partilhados conforme as necessidades de cada um.
A verdadeira fé em Cristo nos leva à comunhão e à partilha. O Espírito Santo transforma os corações, fazendo da comunidade um sinal vivo do amor de Deus. A generosidade e a unidade são frutos da Ressurreição, que nos chama a viver não para nós mesmos, mas para o bem dos irmãos.
Em resumo: esta leitura nos ensina que ser cristão é viver em fraternidade, colocando nossos dons e bens a serviço dos outros, para que todos experimentem a alegria e a paz que vêm de Cristo Ressuscitado.
No salmo responsorial temos, « Deus é rei e se vestiu de majestade, / revestiu-se de poder e de esplendor! »
No Evangelho, Jesus continua o diálogo com Nicodemos e aprofunda o ensinamento sobre o “nascer do alto”. Ele mostra que o Espírito Santo age de forma livre e misteriosa, conduzindo à vida nova. Recorda também o episódio da serpente levantada por Moisés no deserto, como figura da sua própria elevação na cruz, para que todo aquele que crer tenha a vida eterna.
A fé em Cristo nos abre à ação transformadora do Espírito, que nos renova e nos conduz à salvação. Assim como a serpente no deserto foi sinal de cura para os israelitas, Jesus crucificado e ressuscitado é fonte de vida para todos os que n’Ele confiam.
Em resumo: esta leitura nos ensina que crer em Jesus é deixar-se conduzir pelo Espírito Santo, recebendo a vida nova que vence o pecado e nos abre à eternidade.
Na certeza que cremos em Jesus e com um coração agradecido, nossa Terça-feira será repleta de paz e gratidão, vivida com alegria simples e confiança, marcada pela esperança que nasce da fé e pela disposição de reconhecer em cada momento a presença amorosa de Deus que nos guia e sustenta.
