Lema de seu episcopado:

“Serviço do Evangelho”, inspirado em Santo Agostinho.

Dom Fernando Antonio Figueiredo, OFM, bispo de Santo Amaro, nasceu na cidade de Muzambinho, MG, no dia 1º. de dezembro de l939.

Seu pai também mineiro, Andrelino Luiz de Figueiredo, faleceu no dia 10 de maio de l982 e sua mãe Josefina Diotisalvi Figueiredo, nasceu na Itália na cidade de Lauria, na Basilicata, e faleceu no dia 03 de setembro de l993, com a idade de 95 anos.

Teve cinco irmãos, dos quais só uma irmã está viva e mora atualmente em Curitiba-PR, onde Dom Fernando passou bom tempo de sua infância e juventude.

Após os estudos normais, aos l7 anos sentiu o forte chamado para a vida religiosa e sacerdotal. Trabalhava durante o dia e estudava a noite, fazendo mais tarde a Faculdade de Ciências Econômicas junto aos franciscanos que a mantinham no Colégio Bom Jesus. Este apelo à vida consagrada nasceu da leitura das obras do monge cisterciense Thomas Merton, as quais lia todo impregnado de amor ao Senhor Jesus. Orientado por um católico, muito ligado à Igreja e à Comunicação Social, Sr. Ângelo Dallegrave, logo começou a fazer parte da Ordem Terceira Secular de s. Francisco de Assis, hoje denominada Ordem Secular Franciscana.

Continuava a estudar à noite e a trabalhar durante o dia, dedicando-se totalmente nos finais de semanas a trabalhos de evangelização como membro da Ordem Secular e da Legião de Maria.

Aos 22 anos de idade foi para o noviciado da Ordem Franciscana, fazendo no final do ano sua profissão simples de vida religiosa. Mais tarde faria sua profissão solene e em l967 foi ordenado sacerdote. Foi logo enviado para fazer estudos de especialização em teologia dogmática e patrística, primeiramente na França, onde fez sua licenciatura, e mais tarde em Roma, onde defendeu sua tese de doutorado com o título: “S.. Justino e a visão do homem”.

Regressando ao Brasil no ano l973 foi professor em Petrópolis-RJ de l973 a l984. Neste período foi mestre dos estudantes franciscanos que faziam a filosofia e a teologia e nos anos de l982-l984 foi pároco em Piabetá, na Baixada Fluminense, nos finais de semana. Sempre exerceu uma atividade pastoral, seja na França na cidade de Chaponost, periferia de Lyon e em Guidonia numa pequena cidade, perto de Roma.

Em l984 foi escolhido como bispo auxiliar de Teófilo Otoni, onde um ano mais tarde foi eleito como bispo coadjutor de D. Quirino Schmidt, o qual o sucedeu em l986 como bispo diocesano.

Em l989 foi nomeado pelo Papa João Paulo II como primeiro bispo diocesano da recém criada diocese de S. Amaro na grande cidade de S. Paulo. Neste período foi responsável pelo Secretariado de Cultura da Conferência Episcopal da América Latina, tendo de ir periodicamente a Bogotá, Colômbia.

Simultaneamente exerceu a função de membro e mais tarde presidente da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB, por 12 anos a função de membro e mais tarde presidente da Comissão Episcopal de Doutrina da CNBB. Nestes últimos anos foi Delegado à Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América por eleição da Assembléia da CNBB e confirmado pelo Papa João Paulo II (1997) e membro em Roma, primeiramente do Conselho de Cultura e, atualmente, membro da Congregação para o Clero, devendo ir periodicamente a Roma.

Durante oito anos exerceu a função de presidente da CNBB do Estado de s. Paulo, que reúne mais de 45 bispos.

Membro APL - Academia Paulista de Letras.

Ele foi eleito no dia 19 de Fevereiro de 2009 para ocupar a cadeira 36, cujo patrono foi o jornalista e escritor Euclides da Cunha.

A eleição foi vencida pelo bispo por 34 votos dos 38 em disputa. Com a eleição de dom Fernando, a Academia preenche novamente as 40 cadeiras.

Dom Fernando Figueiredo escreveu diversos artigos e estudos em diversas Revistas Teológicas e simpósios. Sua obra, em três volumes, Curso de Teologia Patrística, em que discorre sobre a Vida da Igreja nos seus primeiros séculos, foi muita utilizada tanto no Brasil como em outros países, principalmente, na formação dos futuros sacerdotes ou padres que desejaram conhecer as fontes da vida cristã.

Sua tese doutoral: O homem na visão histórica do mártir São Justino, Roma e Petrópolis (1978).

Tradução do Grego e comentários da Obra Catequese pré Batismais de São Cirilo de Jerusalém e outras.

O Sacramento do Batismo segundo Tertuliano (III SC), direção introdução e notas:

A DIOGUINETO.

Responsável junto á editora vozes até 1984 pela tradução e publicação da obras dos Santos Padres da Igreja. Fez a tradução do grego e comentários da obra catequese pré-batismais de São Cirilo de Jerusalém.

Hoje, ele busca continuar seu trabalho de evangelização através dos Meios de Comunicação Social, seja o Rádio, a Televisão, com a Missa na Rede Vida e na TV Globo com Pe. Marcelo Rossi, e na Internet.